Thiago Mendes - Psicólogo Clínico

O que é a mente?

O que é a mente?

O entendimento da mente também mudou ao longo dos tempos, nos primórdios, Platão e Aristóteles a associavam á alma (Psique) a considerando imortal e divina.

O psicólogo Winnicott teorizou que a mente é um produto da união da psique e do soma (corpo) logo nos primeiros meses de vida, pois estavam separados dentro do bebê e foram unidos pela sustentação, manejo e cuidado que a mãe ou cuidadora forneceram nesse momento. A mente então começa a catalogar os eventos que lhe ocorrem com causa e efeito, por exemplo: “se eu choro, eu mamo”. Assim, a mente ajuda esse bebê a tolerar a demora para ser atendido em sua necessidade, como se dissesse: “minha mãe não está aqui, mas chegará em breve”, corrigindo supostas falhas dos cuidadores, como se o bebê fosse “mãe de si mesmo”. A mente, portanto, está relacionada á uma intelectualização, diferente da Psique que está relacionada mais ao corpo elaborando sensações.

Para o psiquiatra Glen Gabbard, a mente é produto do cérebro, mas a neurociência atual não tenta reduzir tudo a biologia, reconhecendo a psicologia por trás, além dos genes e do ambiente que vivemos que também influenciam nessa atividade.

O cérebro funciona como uma orquestra, cada um com sua função, já a mente possui regras próprias que se misturam com as funções cerebrais, e mais as que a psique e o “eu” influenciam. Como Winnicott teorizou, é um produto do corpo e da psique, que se articula com o cérebro e com essas duas para funcionar, em uníssono. Por exemplo, o cérebro não consegue capturar todas as cores, odores e tudo que está no campo visual do olho, portanto o que vai para a mente não é o que de fato está na sua frente. Outro exemplo é uma pessoa que sofreu um abuso na infância e a mente criou defesas para se proteger dessa lembrança terrível. A percepção que a mente dessa pessoa terá dos acontecimentos estará influenciada por essa defesa contra o trauma, fazendo com que os eventos não sejam vivenciados por inteiro. Além disso, depois de adultos, cérebro e mente ficam mal acostumados, ou seja, buscam sempre fazer algo que já conhecem ou já sabem para poupar energia. A famosa zona de conforto. O que quero dizer é que não temos o controle da nossa mente, e tudo bem, não tem problemas desde que não nos prejudique em excesso. E nada melhor que autoconhecimento para saber quais são nossas zonas de conforto, vícios, repetições, que atrapalham nossa mente de evoluir!

 

Thiago Mendes – Psicólogo Clínico

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