O Fanatismo
Não precisa ser especialista para saber que muitas pessoas mudam quando estão dentro de um grupo. Seja os amigos, o grupo da igreja, torcida de futebol, partido político, etc.
O grupo traz uma sensação de pertencimento, um conforto, segurança, como uma família, traz um sentimento de fazer parte de algo importante, especial. Mas também tem seus lados negativos. O grupo pode aumentar a inveja contra outros grupos, porque as regras de um não servem ao outro. Ex: religiões, política, etc. Para se manterem unidos precisam encontrar um inimigo, algo que possa receber o ódio reprimido das pessoas do “meu” grupo, e o “meu” amor deve ficar somente para com os meus colegas. Ex: torcidas organizadas, religiões, política, etc. Exemplos extremos disso recorrem a violência, mas quando estão sozinhos não demonstram essa raiva.
Mas porque isso acontece? Lebon dizia que dentro de uma multidão a pessoa fica hipnotizada, e as emoções agem como contaminação.
Freud acreditava que os laços libidinais (uma espécie de energia psíquica) que os indivíduos transferem de si para o grupo e ao seu líder é o fio condutor. Ex: todos unidos por uma causa, algo divino, onde o líder faz parte desse divino, logo eu sou especial por estar nesse grupo. Ou seja, como uma sensação de onipotência. Joyce Mcdougall diz que é a intensificação da emoção o motor dos grupos. Ex: Quando o líder de um grupo intensifica a raiva contra os outros, ou quando aumenta a sensação de união e de amor entre os seus. Também podemos dizer q essas pessoas possuem uma imaturidade psíquica, visto que são deixados levar pelo grupo e suas idéias, perdendo a individualidade.